Mais um fim: Época de Reflexão e Mudança
Chegamos, pela misericórdia de Deus, há mais um fim de ano. Essa época, festiva, deveria ser, também, reflexiva. Época de refletir sobre o que fomos nesse ano. Época de refletir sobre o que fizemos e/ou deixamos de fazer. Época de refletir sobre o que “morreu” ou “nasceu’” em nós. Época de reflexão.
Se nesse tempo do fim (de mais um ano) não houver tal reflexão, a passagem para o início (de mais um ano) não terá sentido, a não ser o cronológico. A reflexão do fim, se
necessário, deverá nos levar à mudanças de posturas para o início e se não houver tais mudanças no início, o próximo fim será o mesmo. Nada novo, surpreendente, abençoador. Sem reflexão, sem mudanças. Sem reflexão e mudanças perpetuamos o status quo.
Reflitamos, portanto, sobre:
1) Vida com Deus: Em 2011, minha vida esteve mais próxima ou mais longe de Deus?
Hoje, eu O conheço mais do que ontem? ABiblia diz “…Conheçamos e prossigamos em conhecer Ao Senhor…” (Os ). O texto se refere a um amadurecimento relacional com Deus. O texto trata de um amadurecimento espiritual, trata de uma evolução discipular. Fui, nesse ano, um melhor discípulo do que
no ano anterior?
Umas das marcas primordias dos seres vivos é a capacidade evolutiva e não havendo essa evolução, certamente, há alguma coisa não saudável em nós. Reflita e, se necessário, proponha mudanças para 2012.Recuse-se a ser o mesmo. Evolua.
2) Vida com o próximo: Como temos aprendido, quando minha vida está bem no plano vertical, isto é, com Deus, minha vida estará bem, também, no plano horizontal, isto é, com o próximo. Quando nos encontramos com O Pai, Ele mesmo nos remete aos seus filhos. O Encontro com Deus, portanto, minimiza e/ou extingue nossas posturas beligerantes. Avida com Deus apazigua o coração e estabelece a paz entre os homens. A Paz foi a marca, o sentimento dominante em seu coração nesse ano? Foi a marca de suas relações familiares? Foi a marca em suas relações de amizade? Se não, reflita e, se necessário, proponha mudanças para 2012. Como todos sabemos, nós somos o de nossos relacionamentos e se assim o é, a paz com meu próximo não é uma questão de escolha mas sim de sobrevivência.
Por falta de espaço, deixo aqui, como sugestão, apenas, essas duas áreas para relexão, até porque, creio eu, todas as outras áreas da vida dependem do sucesso dessas duas: a relação com Deus e com o próximo.
Desejo à todos vocês, membros dessa abençoada família chamada Igreja Batista Betânia, um feliz natal e um 2012 repleto de profundas experiências com O Pai. Que este seja o ano da concretização de seus sonhos e que entre esses sonhos esteja o Sonho de ser aquilo e/ou aquele que Deus sonhou que vocês fossem. Que O Eterno encontre prazer em estar em vossa presença e que a vossa presença seja um instrumento de Deus onde quer que ele vos leve.
Com amor, orgulho e gratidão,
Pr. Neil Barreto
CULTO DA VITÓRIA 2011
Agradeceremos pelo ano findo e profetizaremos sobre o ano que virá.
Venha e traga o seu pedido para 2012. Comprometemo-nos a orar por ele todos os dias do ano.
O culto começa às 20h e termina às 22h.
Traga a sua família!
Vencedor
Me disseram que eu não ia conseguir
Me disseram não devia prosseguir,
Falaram tantas coisas negativas que eu quase parei
Me disseram que eu não tinha vocação
Que na minha situação havia ido longe demais
Para vencer
Pensei mesmo em desistir
Me parecia impossível
Isso aos olhos dos homens, da história, do mundo
Mas em Deus posso vencer
Vencedor, campeão
Gravaremos nosso nome na história
Vencedor, campeão
Nunca abandonaremos a batalha
Desistir jamais
Às vezes acontecem coisas na vida
Que nos deixam abatidos
Queremos desistir, mas não é assim que um vencedor se porta
Ele olha sempre a frente em qualquer prova
Aproveita do passado lições
Para ser um vencedor
Fui surdo para os nãos
Cego para os impecilhos
Pois quem nasce pra vencer não se prostra na derrota
Levante-se vencedor
Vencedor, campeão
Gravaremos nosso nome na história
Vencedor, campeão
Nunca abandonaremos a batalha
Desistir jamais
Todo aquele que quer ser um vencedor
Prescisa conhecer as suas armas
Pra vencer o opressor busque forças no Senhor
Ele faz do fraco Vencedor
Vencedor, campeão
Gravaremos nosso nome na história
Vencedor, campeão
Nunca abandonaremos a batalha
Desistir jamais
Me disseram que eu não ia conseguir
Me disseram eu não devia proseguir
Mas se esqueceram que . . .
Deus me faz mais que Vencedor
Entre a Fé e a Razão
Quando ouviu o filho perguntar:
E o Cordeiro onde está?
Seu coração sangrou
Quando ouviu o pai lhe responder:
Deus irá prover!
Seu coração temeu
E lado a lado em silêncio os dois choraram
Ao verem chegando o lugar da decisão
Um pedido assim que parte o coração
Como escolher entre a fé e a razão
Refrão
Quando dizer “não”, é opção
E a fé te pede um: Sim
Quando é preciso enfrentar
E a alma quer fugir
É dificil ser como Abraão
E o filho entregar
Ser Isaque e deitar-se
Sobre as pedras do altar
É preciso coragem pra subir
É preciso ter fé pra aceitar
É preciso ter força e dizer: Sim
E deitar-se sobre as pedras do altar
E o fim chegou. Será que vivemos?

Por mais incrível (ou rápido) que isso possa parecer, chegamos ao final de mais um ano e, nesse caso, chegamos ao final, também, de uma década, a primeira do século 21.
Confesso a quem interessar possa, que a ligeireza dos dias contemporâneos me assusta. São tão rápidos que muitas vezes, quase sempre, se torna impossível percebê-los, absorvê-los, vivê-los portanto. A rapidez com que os dias passam é tão grande que parece que não dá tempo de tirar deles a vida que neles está contida. O grave disso é que não tirar dos dias a vida que neles está contida é sinônimo de dizer que desperdiçamos vida, que não vivemos na totalidade, significa dizer que não vivemos muito do que poderíamos ter vivido. Creio que seja em função disso que sentimos, de quando em vez, essa sensação de saudade, de nostalgia, de vazio. Essa saudade/nostalgia é uma realidade em todo ser humano, mesmo naqueles cujo passado é apenas símbolo de dor e privação, mesmo naqueles que não tem em seu passado nada bom pra lembrar, ao contrário, dele querem se esquecer e rápido. Ora, se o passado é mau, de onde vem a saudade/nostalgia? Vem da vida não vivida. A saudade não é do que se viveu, mas sim do que não se viveu. A saudade é do abraço não recebido, do sorriso não dado, do beijo negado, do olhar não trocado, do afeto não compartilhado, da palavra doce que não foi dita, do perdão que não recebeu e(ou) ofereceu, da solidariedade retida, da canção não cantada….da vida não vivida. Os dias são muito rápidos e a vida que neles está contida, sendo não vivida, gera em nós esta horrível sensação de que nos falta algo.
Sendo isso uma realidade, cabe a nós, nesse final de ano/década, refletirmos sobre a nossa vida, por que não dizer, nossas vidas, isto é, a vida vivida e a vida desperdiçada. Ousemos fazer uma analise introspectiva e vejamos, mesmo que isso possa gerar alguma dor, qual dessas vidas teve proeminência em nós: a vida que vivemos ou a vida que não vivemos.
Analisemos quantos abraços trocamos e quantos deixamos de dar por causa de amargura ou ira, ambas residentes de corações incapazes de liberar perdão.
Vejamos quantos sorrisos deixaram de adornar nosso rosto e a ambiência na qual vivemos, quem sabe só porque não aprendemos na prática, que “não é o que fazem conosco mas sim o que nós fazemos com o que fazem conosco” e por causa disso, tornamo-nos seres cinzas e ranzinzas.
Tenhamos coragem de admitir quantos beijos deixamos de dar, pra no lugar deles cuspir. Quantos olhares de carinho e respeito omitimos para, no lugar deles olharmos com reprovação e indiferença. Quantos afetos, cafunés, toques, ilhados, quantas palavras doces não oferecidas agora azedam nossa alma….quanta vida não vivida, quanta vida não vivida.
Minha oração e esperança é que, a começar em mim, todos nós, homens e mulheres, possamos refletir nesse tempo, o fim de mais um ano e de uma década, sobre a qualidade de vida que temos vivido. Proponho isso porque se os dias passam tão rápidos a ponto de não podermos viver a vida contida neles, podemos então envelhecer sem viver, e mais, podemos morrer sem ter vivido. Que 2011 seja um ano de pouco desperdício de vida. Que seja um ano de vidas cheias de vida. Que seja um ano profético, sim, que o primeiro ano da próxima década, 2011, seja o prenúncio de um ano/década onde se cumpra a promessa de termos vida cheia de prosperidade, vida cheia de vida, lembrando que próspero não é quem tem muito, é quem tem sempre. Feliz ano novo !!!!!!! Paz.
Pastor Neil Barreto
Presidente Nacional da IBB
Conseguindo Vida

Pastor Neil Barreto
Philip Yancey
Pensava numa palavra para lhes escrever nesse primeiro Domingo do ano, quando me chegou às mãos esse texto de um dos meus autores prediletos; quando o li, desisti de escrever pois ele traduz o que desejo a cada um de vocês, minhas ovelhas, em 2009.
“As pessoas mais cheias de vida são as que abrem mão da vida.
A glória de Deus é uma pessoa totalmente viva”, disse o teólogo Irineu, que viveu no século 2. É triste, mas essa descrição não se encaixa na idéia que muitos têm sobre os cristãos modernos. Tenham razão ou não, eles nos enxergam como limitados, nervosos e reprimidos mais dispostos a apontar o dedo para desaprovar do que a celebrar a vitalidade.
Um amigo de Friedrich Nietzsche certa vez lhe perguntou: “Por que você tem uma visão tão negativa do cristianismo?” Ele respondeu: “Nunca vi os membros da igreja de meu pai se divertirem”. Onde os cristãos adquiriram a reputação de destruidores da vida, em lugar de promotores de vida? O próprio Jesus prometeu: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente”. O que nos impede de termos essa vida plena?
Alguns crentes com experiências anteriores negativas na família ou na igreja podem acabar sufocados. Uma organização que trabalha com famílias que sofrem com o alcoolismo Filhos Adultos de Alcoólatras identifica três mecanismos de defesa que as crianças aprendem para sobreviver em ambiente disfuncional: Não Fale, Não Confie, Não Sinta. Conselheiros cristãos me disseram que cristãos problemáticos tendem a seguir as mesmas regras com relação a Deus. Como resultado de criação rígida, ou sentindo-se desiludidos por algum aspecto da vida cristã, acabam com a paixão e caem em uma fé cautelosa e defensiva. Cheios de medo, encontram refúgio com os outros que pensam como eles, em um ambiente “seguro”, afastado do mundo.
Claro, a Igreja inclui também uma longa tradição de monges e místicos que viram o mundo e seus prazeres com suspeita declarada. João da Cruz aconselhou os crentes a mortificarem toda alegria e esperança, para buscarem “não o que mais agrada, mas o que causa aversão”, e para “desprezar a si mesmo, e desejar que os outros também o desprezem”. São Bernardo cobria os olhos para não enxergar a beleza dos lagos suíços. Madame Guyon insistia com os fiéis para mortificarem o ego e avançarem para um estado de passividade completa. Busque o “nada”, aconselhava ela; adquira “indiferença completa a si mesmo”. Dificilmente esse conselho se encaixa com a vida plena.
Depois de escrever mais de 20 livros sobre assuntos variados, o escritor Frederick Buechner decidiu dedicar sua habilidade literária para estudar a vida dos santos. Os três primeiros que escolheu Brendan, Godric e o Jacó da Bíblia o surpreenderam porque, quanto mais pesquisava sobre eles, mais fatos negativos encontrava. “O que tornou esse trio duvidoso santo?”
Perguntava ele a si mesmo. Por fim, ele se satisfez com a expressão “entrega da vida”. Com paixão e coragem, correndo riscos, cada um deles fez, com aqueles que os cercavam, que se sentissem não apenas com vida, mas cheios de vida.
Quando ouvi Buechner definir santidade dessa forma, pensei imediatamente em meu amigo Bob. Os pais dele se preocupavam com a vida espiritual de Bob, porque ele dedicava muito pouco tempo “à Palavra” e à igreja. Todavia, nunca conheci ninguém mais cheio de vida do que ele. Adotava animais que encontrava na rua, realizava trabalhos de carpintaria para os amigos, escalava montanhas, praticava pára-quedismo, aprendeu a cozinhar, construiu sua casa.
Embora raramente usasse palavras religiosas, reparei que todos os que conviviam com ele, inclusive eu, sentiam-se mais cheios de vida depois de encontrá-lo. Bob irradiava o tipo de prazer pelo mundo material que Deus deve sentir. Pelo menos segundo a definição de Buechner, Bob era um santo.
Conheci outros cristãos que davam vida. Um presbiteriano devoto, chamado Jack McConnell inventou o teste Tine para tuberculose, ajudou a desenvolver o Tylenol e a ressonância magnética. Dedicou seu tempo de aposentadoria a reunir médicos aposentados para darem assistência gratuita aos pobres. Em outros países, encontrei missionários que consertam seus carros, falam várias línguas, estudam a flora e a fauna locais e dão injeções quando não há médico por perto. Em geral esses doadores de vida têm dificuldade para se encaixar no conforto das igrejas americanas.
Paradoxalmente, os doadores de vida que conheço parecem ser os que têm mais abundância de vida neles mesmos. Buechner reafirma o paradoxo que Jesus declarou pela primeira vez, que as pessoas mais cheias de vida demonstram isso abrindo mão dessa vida.
Os selos da inspeção dos automóveis traziam impresso no verso: “Dirija com cuidado a vida que você salva pode ser a sua”. Essa é a sabedoria humana resumida. Por outro lado, Deus diz: “A vida que você salva é a vida que você perde”. Em outras palavras: a vida à qual você se agarra, poupa, vigia e deixa segura é, no fim das contas, uma vida que não serve para ninguém, inclusive para você mesmo. E apenas a vida entregue por amor vale a pena ser vivida. Para deixar isso bem claro, Deus mostra um homem que entregou a vida a ponto de morrer como desgraça nacional, sem um centavo sequer no banco nem um amigo a seu lado. Em termos humanos, um tolo perfeito, e quem pensa que pode segui-lo sem cometer o mesmo tipo de tolice está caminhando não sob uma cruz, mas sim sob um engano.”
Meu desejo, portanto, é que cada um de vocês percam a vida em 2009, pois só assim poderemos vivê-la em excelência.
Feliz 2009! Até fevereiro.
Pastor Neil Barreto
Presidente Nacional da IBB
Considerações sobre mais um fim / Começo de ano

Pastor Neil Barreto
Nesse último encontro coletivo que fazemos no ano enquanto família espiritual que somos, gostaria de tecer algumas considerações sobre mais um fim/começo de ano. Bem… no meu caso, esse é o meu quadragésimo segundo fim/começo de ano e cada oportunidade que Deus me dá de viver isso de novo se traduz, para mim, num motivo sem igual de alegria e celebração, penso que deveria ser para todos pois a despeito da qualidade do ano que finda, nós o findamos, estamos vivos, além do que estamos, também, diante de um novo ano, portanto, diante do futuro e no futuro tudo pode ser, tudo pode acontecer, depende de nós. Se não, considerem comigo:
1) Até aqui, depois de todo fim houve, sempre, um começo.
Sim, depois de todo fim (de ano), houve, sempre, um começo (de ano). Isso é um convite a não perder as esperanças. É por isso que a Bíblia diz que “É melhor o fim das coisas…” (Ecles 7:8ª). Daqui, do começo, não imaginamos o que e como será lá, no fim, mas quando chegamos ao fim, olhamos para traz e consideramos como foi a jornada e nessa consideração veremos porque o fim foi como foi. O fim, portanto, reivindica nossa reflexão. Que neste fim de ano possamos refletir sobre nossa postura no caminho pois tal reflexão poderá vir a ser fator preponderante para esse novo início. Lembrem-se que reflexão só vale a pena se vier seguida de mudança de postura, portanto, nesse fim, reflitam, se necessário, mudem.
2) Todo início é, sempre, difícil.
Sim, consideremos: dia 31, mesa arrumadinha e farta, família, amigos, presentes, etc… Já no dia primeiro, cansaço, ressaca, mesa desarrumada, casa suja, tudo por fazer e quase ninguém para ajudar. O início é, sempre, difícil. Isso é um convite/desafio a começar assim mesmo, pois quanto ao começo não temos escolha, ou o fazemos por bem ou o faremos por mal, portanto, comece, a despeito do fim, com alegria, com esperança e sobre tudo, com gratidão. Lembre-se que a gratidão deve ser a marca do cristão, pois nossa vitória não chega quando a vitória chega, ela já é nossa pois mesmo sem ela, não desistimos de esperá-la, mesmo sem ela, chegamos a mais um fim e se assim o é, somos não vencedores e sim, mais que vencedores.
3) Não desperdice as sobras de ontem.
Sim, pois muito do que produzimos ontem ainda pode nos ser útil hoje. Sempre sobra uma rabanadazinha, uma castanha, um pedacinho de frango, etc… e isso não pode ser jogado fora, pois poderá vir a ser grande benção hoje. Isso é um convite a transformar o passado numa escola. Uma vez que Deus nos dá a graça de rompermos mais um ano e nos permite continuar a jornada em direção ao futuro, façamos isso com sabedoria, olhando para frente, todavia, considerando o que e como fizemos lá traz, afim de que nossos erros não sejam repetidos e de que nossos acertos se tornem rotina. Que venha o novo começo.
Nós, da família pastoral, Pr. Neil, Pra.Andréa, Thamara e Thais, desejamos a cada membro de nossa família espiritual chamada Igreja Batista Betânia, um 2009 cheio de graça, sabedoria, maturidade e intimidade com o Pai. Paz!
Pastor Neil Barreto
Presidente Nacional da IBB