FO.CO.S – 2010

Plenaria CCAS

Plenaria CCAS

Cada ser humano é a chave para a construção de um mundo mais justo e humano. Essa foi a principal mensagem transmitida pelo III FO.CO.S – Fórum de Conscientização Social – realizado na Igreja Batista Betânia e em seu Centro de Cidadania e Atividades Sociais – CCAS – nos dias 25 e 26 de setembro.

O fórum contou com a presença de nomes como Pr. Clemir Fernandes (ISER e RENAS RJ), Pr. Marcos Monteiro (autor do livro “Um jumentinho na avenida”), André Guimarães (Visão Mundial), Pr. Neil Barreto (presidente da Igreja Batista Betânia), dentre outros líderes evangélicos e profissionais das áreas humanas atuantes no combate à injustiça social.

A programação do evento foi composta por uma mesa redonda sobre a temática da Missão Integral da Igreja, além de oficinas sobre temas variados como Política e Cristianismo, Comunicação e Educação, Educação Comunitária, Família e Sociedade e Meio Ambiente.

Uma oficina infantil de reciclagem e experimentação musical ministrada pelo grupo Lata Doida (que produz seus próprios instrumentos a partir de material reciclado) e um cine-debate realizado a partir da exibição de um episódio da série “Cidade dos Homens” reuniram cerca de 20 crianças e adolescentes, que começaram a aprender desde cedo como também podem contribuir para a construção de um mundo melhor.

Os cultos do dia 26 de setembro na Igreja Batista Betânia tiveram as pregações dos pastores Marcos Monteiros e Neil Barreto, levando os presentes a pensar sobre como a igreja e seus membros devem se posicionar em relação ao combate à pobreza.

O FO.CO.S é realizado anualmente e tem como objetivo propagar uma nova consciência a respeito da missão da igreja frente às injustiças sociais e luta contra a miséria mundial. Para mais informações sobre a proposta do evento e sobre os projetos sociais desenvolvidos pela Igreja Batista Betânia, visite o site do CCAS: www.ccas.org.br.

Cyntia Rosa

Senhor, quando?

Esses dias eu estava assistindo a esse vídeo do Caio Fábio… falava sobre o juízo final e os critérios que seriam considerados para salvação ou condenação. E o texto base para a explanação do Caio foi Mateus 25.31-46, que fala sobre a separação que haverá nesse grande dia entre povos, colocando cada um de um lado: uns para a direita e outros a esquerda; cada um ao lado que escolheu viver durante a vida.

E diz-se que nesse dia de juízo, aos da direita o Justo Juiz os chamará para possuírem algo que é deles desde sempre… um reino, O Reino… e como justificativa para esse convite a usufruir do Reino, ele fala sobre serviços, solidariedade, assistência ao próximo-necessitado; e as da esquerda, diz-se que ele os mandaria saírem de perto dele, para um destino que não era o deles, era o do diabo e dos seus anjos, mas que eles faziam jus a dividirem o mesmo “espaço”; e a justificativa para esse destino “não-deles” estava baseada mas mesmas circunstâncias dos “direitistas” (sem qualquer trocadilho político…rs): serviços, solidariedade, assistência ao próximo-necessitado.

Desse modo, ambos os grupos tiveram a oportunidade de fazer o bem ao outro, serem solidários, e se definiram por lados diferentes; nesse vídeo ouvi a melhor definição de inferno: o inferno antes de um lugar de fogo, enxofre e as demais figuras representativas conhecidas, é um lugar onde o ser egoísta vai poder viver o seu egoísmo pra sempre… o ser não solidário ao próximo vai poder viver para si eternamente.

Mas estive pensando acerca de outra questão desse “momento-fim da humanidade”. Em ambos os casos – tanto os “da direita”, quanto os “da esquerda” – ao serem informados sobre a sua atitude frente ao próximo e que justificava seu destino, ambos fizeram a mesma pergunta: Senhor, quando?… de modo que ambos ao vivenciarem as mesmas circunstâncias haviam tomado posturas diferentes e sem ao menos perceberem… e é aqui que quero chegar.

Os que não haviam sido solidários, não tinham nem notado que assim tinham procedido… nem sentiram… passaram ao largo, como disse Jesus na parábola do bom samaritano; já os solidários haviam se solidarizado sem nem perceberem… simplesmente ajudaram; de modo que as circunstâncias e as oportunidades de servir ao próximo ocorrem sempre, mas a nossa opção por servir ou não, depende do que dentro de nós esta gerado.

O bom samaritano não estava numa missão a procura de homens espancados por salteadores em Jerusalém… ele não era do grupo de auxílio a pessoas feridas… não era do ministério de ação social ou de visitação…NÃO!… ele simplesmente fez… sem perguntar… fez…e depois não quis nada em troca… o homem não precisou lhe pagar, ou trabalhar para ele, ou ao menos lhe agradecer, ou muito menos ir visitar sua igreja para retribuir o favor… ele simplesmente fez porque sabia o que devia ser feito…

Interessante é que os “da direita” não começaram uma conversa saudosista com o juiz… não começaram a lembrar suas tantas obras e nem dizer: é verdade, lembra daquele caso? Ou daquele? Realmente fizemos… foi muito gratificante!… eles não entraram nessa nostálgica lembrança dos fatos como que exibindo isso como troféus de justiça-própria… eles fizeram “com a mão direita, sem que a esquerda o percebesse”

Assim o serviço ao próximo deve ser feito não com suas aplicações institucionais e ministeriais, buscando reconhecimentos e recompensas, mas sim como um simples movimento do caminho… feito naturalmente… de modo que se perguntado depois, quando tais feitos forem lembrados, o que saia da nossa boca seja um verdadeiro: Quando?… Não porque tenhamos amnésia, mas porque o q fizemos, fizemos pelo que em nós está… naturalmente.

Espero mais que fazer ações de solidariedade, ser solidário!… ser, eis a questão!

Pra que serve o Evangelho?

Hoje a noite estava em casa vendo tv e vi uma notícia q me chamou a atenção: um grupo de detentos de um presídio não lembro aonde decidiram fazer um dia de jejum… o objetivo é que o alimento não utilizado nesse dia de Jejum fosse doado às pessoas desabrigadas de Santa Catarina. Vendo isso pensei em como as coisas são.. como as aparências enganam… as pessoas que são vistas como miseráveis, bandidos, marginais, assassinos, escória da sociedade, nesse momento de catástrofe, se mostraram mais solidárias do q muitos de nós (nos quais eu me incluo)… pessoas q segundo alguns mereciam morrer, se mostraram mais dignas da vida do q muitas de nós, por usarem suas vidas para prestar assistência a quem precisa mais. E por que isso?… talvez pq a circunstância que os envolve sirva pra forçá-los a entrar em contato consigo… percebam o quão necessitados de misericórdia são… percebam são seres sociais e q pra ter uma vida q faça sentido, ela só pode ocorrer com a interação com o próximo.

Com isso me peguei pensando no potencial “ser solidário” que existe dentro de nós e no potencial egoísta q temos dentro… Jesus sempre apontou pra essas dualidades e dicotomias q temos dentro… falando sobre morte e vida, salvação e perdição, luz e trevas… Ele sabe que nós trazemos dentro, elementos q podem nos transformar em “Madres Teresas de Calcutá” ou em “Nardonis”… somos um oceano de infinitas possibilidades… e o q nos faz ser uma coisa ou outra? Na minha opinião, acho que a Vida… entenda como vida, nossa criação, nosso conjunto de relações (familiares, amizades, companheiros de trabalho, escola e etc), nossas experiências (produto de nossos relacionamentos com pessoas e circunstâncias)… esse conjunto de coisas formam nossa vida… e é essa vida q nos faz ser quem somos.

Não que amizades ou famílias digam exatamente quem somos… mas elas nos fornecem experiência e ensinamentos que nos possibilitam escolhas: posso escolher ser igual a eles ou ser diferente… ser eu… é por isso q muitos filhos de assassinos não o são, pq as experiências e ensinamentos q tiveram, os mostraram q não é bom ser assassino.

Você deve estar se perguntando: onde ele quer chegar?

Quero falar sobre nossos instintos humanos e o quanto a mensagem do evangelho pode influenciá-los.

Que nós temos potencial para sermos qualquer coisa disso já sabemos… mas pq fazemos determinadas escolhas? pq escolhemos ser mais solidários ou mais egoístas?

Essas escolhas são patrocinadas pela medida de contato q temos conosco… quanto menos nos conhecemos, mais somos egoístas, pq não conhecendo nossas limitações e dependências, achamos que somos hiper-especiais e que o mundo deve girar ao nosso redor… por outro lado, quanto mais nos conhecemos, percemos q somos extremamente necessitados do outro e isso nos torna mais solidários… nesse ponto é que entra o evangelho.

Jesus embora fosse um judeu religioso, não promoveu religião… ele promovia valores que postos em prática, nos tornam pessoas melhores… mostrava através de milagres e serviço que devemos prestar assistência aos mais pobres e desafortunados… q uma vida digna, inclui o outro… q um projeto de vida de sucesso, tem o outro como parte extremamente importante, ja que só com o contato com o outro somos plenificados, pq vendo o outro, vemos a nós mesmos e enxergando suas limitações, vislumbramos nossas fraquezas e alimentamos nossa solidariedade com esse “outro-eu”.

Se o evangelho não serve pra nos colocar em contato com quem somos, ele não serve pra nada… um evangelho q só serve pra nos mostrar a divindade a quem solicitar nossos desejos egoístas é só mais uma religião no sentido mais pejorativo possível… uma boa nova q de boa não tem nada a não ser aquilo q diga respeito à satisfação de nossos desejos mais egoístas e q de nova num tem nada pq buscar desejos individuais sempre foi o objetivo do ser humano, vide o caos em q estamos, é na verdade uma tolice velha…

Se o evangelho não serve para nos apontar na direção da escolha pela solidariedade, se torna só mais uma forma de saciar nossos desejos pessoais, como nosso emprego e patrimonio… uma filosofia religiosa que não incentiva o bem comunitário ao invés do bem pessoal é apenas mais um negócio onde clientes ávidos por satisfazer necessidades buscam formas para isso pagando um preço viável: orações, cultos, ajuntamentos, ofertas, assiduidade, paticipação em atividades do templo, submissão aos detentores do conhecimento q me possibilita satisfazer minhas necessidades e etc… é só mais um sistema de barganha.

Se o evangelho não serve pra gerar bem comunitário é só mais uma “herbalife religiosa”, onde todo mundo diz q esta se ajudando mas na verdade um quer os clientes do outro e a grana do outro… um quer o q o outro tem, e q o motiva a frequência nos templos é a crença de q se Deus fez tal coisa por fulano, vai fazer por mim tbm.

O evangelho, pra mim, é o conhecimento-conteúdo de informações q me capacita a entrar em contato comigo mesmo e com isso ser melhor pra mim e pro próximo… pq buscar um bom relacionamento com Deus sem buscá-lo tbm com o próximo, é uma tentativa picareta de enrolar a Deus, declarando q Deus q está longe e q pode me oferecer algo material, eu consigo suportar, mas o cara chato q só sabe me pedir e fica no meu pé todo dia, quero mais é q se dane… por isso, a todos q pediam pra ser discípulos de Jesus, ele falava pra negar-se (deixar o egosímo, os desejos individualistas), tomar sua cruz (reconhecer suas privações e incapacidades) e seguí-lo, demonstrando que antes de seguirmos a Ele, temos q ter esse encontro com o q somos dentro e q não há como encontrá-lo sem nos encontrarmos.

Confesso q estou cansado do “evangelho das igrejas evangélicas”, q só apresentam Deus como barganhador de benções… um Deus q implora e mendiga nossa atenção, oração e louvores e nos dá bençãos em troca disso; um evangelho q só serve pra nos transformar em “raça eleita”, “povo santo”, “geração escolhida”, no discurso mais elitista e exclusivista possível, afinal nós somos “filhos do rei” e os ímpios (leia-se não crentes) são apenas “criaturas”, são mundanos, dignos de nossa pena e orações maquiadas de solidariedade mas q na verdade são hipócritas e buscam o status de parecer alguem q se preocupa com os outros. Esse evangelho não quero mais… se isso é ser evangélico, declaro aqui publicamente, que não sou mais evangélico… não tenho parte com o q estão fazendo por aí com o nome de evangelho… tenho um nome a zelar e não quero vê-lo junto das imundícies e excrementos produzidos pelo que se dizem evangélicos mas q são camuflados com “perfume francês” religioso, característico daqueles q não tomam banho mas usam o perfume pra enganar trouxa.

Isso pode parecer chocante ou exagerado mas é assim mesmo q tem q ser… afinal, Paulo chamava o evangelho de “escândalo da cruz”… e o q de escandaloso ainda sobra ao evangelho q vemos?… acho q o único escandalo são os dólares da bíblia, as mansões com direito a réplica do jardim de Jerusalem, os patrimonios gigantescos do líderes evangélicos… o escandalo caracterizado pela subversão de valores, onde os q tem nada tem se não compartilham o q tem, e os q não tem, apesar de hostilizados diariamente, são os beneficiários diretos do reino dos céus… escandalo q prega q todos estão destituídos da glória de Deus por pecarem, mas q o sangue de Cristo e sua vida de sacrificio e servidão, pagaram essa dívida cósmica e nos possibilitam liberdade das cadeias q nos prendiam. Esse é o escandalo q deve marcar o evangelho e se assim não o é mais, ou o atual evangelho deixou de ser Evangelho ou evangélicos esqueceram o q é o Evangelho mas mantêm a nomenclatura pq isso lhes beneficia de alguma forma… mas pra mim, só busco no evangelho, o benefício q advem da Cruz, q me redime e reconecta a Deus.. todo benefício diferente desse é malefício travestido de bem.

Espero que um dia os q se dizem evangélicos conheçam o Evangelho e vejam q sua utilidade só se dá no serviço ao próximo, afinal Tiago fala no primeiro capítulo de sua carta que o q ouve o evangelho e não o pratica, é como alguém q se vê no espelho, contempla sua imagem, mas logo ao sair do espelho esquece sua aparência, e mais, que a religião (religação) a Deus é prestar a assistência aos órfãos e viúvas e não se corromper com o sistema do mundo… que o evangelho não sirva apenas pra nos permitir rompantes de contato com quem somos q logo são esquecidos quando somos expostos ao q existe fora de nós, mas que nos aproxime da Luz que vindo ao mundo iluminou e ilumina a todos os homens, na medida em que mostra quem nós somos e produz em nós a necessidade de ser com alguém, pq nem Jesus, a encarnação de Deus, “foi” sozinho.

Por Thiago Santos

Quem tem Consciência?

Hoje, domingo, terminou o FOCOS 2008. Um Fórum de conscientização social, q esse ano, foi além do social, abordando temas relacionados à susntebilidade (areas social, ambiental e viabilidade financeira de projetos). Como o nome já diz, o FOCOS tem o objetivo de alcançar a consciência das pessoas, gerando um processo de despertar pra realidade a nossa porta que nos possibilite mais do ser sensibilizado, agir pro-ativamente para a mudança.

Esse ano, o FOCOS trouxe conteúdos mais completos, procurando mostrar q nós podemos fazer a mudança de várias formas… como voluntários, com projetos próprios, com ações de reciclagem e descarte adequado de lixo, uso consciente dos recursos “disponíveis” na natureza… enfim, nós podemos!… e mais do q isso: NÓS DEVEMOS!!!… da nossa mudança depende a manutenção do planeta q temos como casa. Mas pensando no objetivo de conscientizar e vendo algumas ações durante o evento eu me pergunto:

Quem tem consciência???

Talvez, a “falha” ou o ponto fraco do FOCOS seja ter como alvo a consciência das pessoas… conscientizar, parte do princípio que o interlocutor tenha consciência, tenha sensibilidade…e o q temos visto, é um processo de deformação da consciência, q em tese, seria o “elemento” q em nós, nos direcionaria pras decisoes mais corretas sob o ponto de vista comunitário… seria a força q traz equilíbrio ao ponto de egoísmo que temos dentro, nos apontando q existe vida além de nós e q essa vida fora é essencial pra nossa “vida de dentro”… mas sinceramente, onde está essa consciência???

Quando vejo realidades como a de Santa Catarina e vejo q as igrejas como entes prioritariamente sociais não desepenham um papel incisivo e exemplar, me pergunto onde está a consciência?

Quando vejo q essa “nao solidariedade” é fruto das pessoas q compõem tais igrejas, que não conseguem ver nada além do seu umbigo e portanto tudo q não é ele, nada é, pergunto: onde está a consciência?

Quando vejo que além das igrejas e crentes, os seres humanos não conseguem ser sensíveis e prestativos, deixando tudo ao “Deus dará”, e crendo que o governo, os EUA, o Iraque ou qualquer outro alguém que não eu é o responsável direto pelo que está acontecendo, pergunto: onde está a consciência?

Quando vejo que o apocalipse é pretexto pra que não se faça nada, já que se crê q o q esta acontecendo é o “cumprimento da palavra de Deus” e q como tal, não devo me meter nisso, mas deixar Deus fazer o q tem q ser feito, não entendendo q as implicações do apocalipse, mais do que trazer “promoção espiritual” me levando da Terra pro Céu, vai me trazer à realidade, batendo a minha porta todos os dias, e obrigando-me a colher os pães podres que insisto em lançar nas águas esquecendo q sempre q lanço pão nas águas, acabo tendo-o de volta, pergunto: onde está a consciência?

Quando vejo que o simples fato de ir a templos, me põe quite com Deus, já que indo a templo bato o meu “cartão de pontos celeste” e cumpro toda a minha obrigação eclesiástica, desobrigando-me de ser alguém melhor a cada dia e trazer pra prática o q propõe o evangelho, pergunto: onde está a consciência?

Pode parecer que sou um julgador apontando dedos a todos, mas saiba q mais do q juízo, isso é um clamor… quando faço essas perguntas, faço-as primeira a mim mesmo… como posso ouvir o evangelho e continuar sendo medíocre como sou, achando que a certeza de uma ida pro céu, me extingue de toda atitude responsável e transformadora da realidade que vivo?

Ver o fantastico falando de Santa Catarina, tirou lágrimas dos meus olhos… fiquei pensando em como somos mesquinhos e egoístas, afinal é esse egoísmo cósmico que patrocinou e patrocina as atrocidades q nos trouxeram até aki…

É o egoísmo q nos fez e faz buscar luxo em detrimento do lixo q ele gera… gastar descompromissadamente “nossos” recursos naturais… construir casas em barrancos… destruir a camada de ozônio pra ter um pouco mais de conforto… olhar pro outro e vê-lo como alguém a ser minimamente ignorado, ou até destruído caso entre em meu caminho… ver os miseráveis como “produto” pra ganhar premios com fotografias miseralvelmente belas (ou belamente miseráveis?)… manter a ignorância só pq isso nos possibilita dominar por conhecimento… acreditar em alguma coisa mas negá-la com palavras ou a vida só pq essa mentira nos traz beneficios…

A lista seria imensa e quase infinita… mas a questão é que isto é e tudo o q é, é

Isto posto, não adianta mais reclamar ou chorar… não adianta suplicar uma intervenção divina, afinal, quando pudemos contar com o auxílio divino na história, sempre preferimos ignorá-lo, e isso vai desde a busca de Israel por um rei de carne e osso até o desprezo com que trataram Jesus, a representação humana de Deus, o Verbo entre os homens.

Nos resta encarar a realidade e crer que se não pararmos agora, e mais do q parar, buscar conversão do caminho diabólico de semeadura de morte como disse o Ariovaldo, não restará mais nada… e hoje, não estamos falando isso pras próximas gerações… nós ja estamos experimentando na pele as mazelas e doenças geradas pelas nossas atitudes até hoje.

Sempre lemos II Crônicas 7:14 – “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.”

A minha leitura desse texto pra o nosso tempo é q o povo de Deus, como pertencentes ao Deus do amor, deve ser protagonista da mudança… devemos ser os “atores principais”, as peças-chave para gerar transformação… afinal, ser povo de Deus, corresponde diretamente a ser cheio de amor, pq como diz João em uma de suas cartas, quem não ama não conhece a Deus, pq Ele é amor… e amor, mais que palavra, é atitude geradora de mudança.

Além disso, entendo q buscar a Deus e orar sem ter conversão de maus caminhos é perda de tempo e hipocrisia… e conversão é mudança… Deus não fala sobre parar o q se esta fazendo errado, mas além de deixar as atitudes erradas, adotar atitudes corretas e benéficas… essa conversão é q nos possibilita o perdão e a semeadura da mudança, pq tenha certeza, na construção de um novo cenário de Terra sarada, mais do que a intervenção divina, é a atitude dos “convertidos” é que será o remédio curador das circunstâncias.

Apelo pra que nosso contato com o evangelho nos transforme nesse “enfermeiros da Terra” que sobre as ordens do “Médico Chefe”, plantaremos a mudança senão em tudo, pelo menos na terra que chamamos de nossa…

A benção não é cura total, mas ser terra sarada em meio ao Caos estabelecido… ser um ponto de luz e mudança em meio a confusão… ser sal (diferenciador) em meio ao egoísmo padrão.

Mas isso vale só pra os que tem consciência…espero que você seja um deles…

por Thiago Santos

Video Temático 2008

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