Hoje, domingo, terminou o FOCOS 2008. Um Fórum de conscientização social, q esse ano, foi além do social, abordando temas relacionados à susntebilidade (areas social, ambiental e viabilidade financeira de projetos). Como o nome já diz, o FOCOS tem o objetivo de alcançar a consciência das pessoas, gerando um processo de despertar pra realidade a nossa porta que nos possibilite mais do ser sensibilizado, agir pro-ativamente para a mudança.
Esse ano, o FOCOS trouxe conteúdos mais completos, procurando mostrar q nós podemos fazer a mudança de várias formas… como voluntários, com projetos próprios, com ações de reciclagem e descarte adequado de lixo, uso consciente dos recursos “disponíveis” na natureza… enfim, nós podemos!… e mais do q isso: NÓS DEVEMOS!!!… da nossa mudança depende a manutenção do planeta q temos como casa. Mas pensando no objetivo de conscientizar e vendo algumas ações durante o evento eu me pergunto:
Quem tem consciência???
Talvez, a “falha” ou o ponto fraco do FOCOS seja ter como alvo a consciência das pessoas… conscientizar, parte do princípio que o interlocutor tenha consciência, tenha sensibilidade…e o q temos visto, é um processo de deformação da consciência, q em tese, seria o “elemento” q em nós, nos direcionaria pras decisoes mais corretas sob o ponto de vista comunitário… seria a força q traz equilíbrio ao ponto de egoísmo que temos dentro, nos apontando q existe vida além de nós e q essa vida fora é essencial pra nossa “vida de dentro”… mas sinceramente, onde está essa consciência???
Quando vejo realidades como a de Santa Catarina e vejo q as igrejas como entes prioritariamente sociais não desepenham um papel incisivo e exemplar, me pergunto onde está a consciência?
Quando vejo q essa “nao solidariedade” é fruto das pessoas q compõem tais igrejas, que não conseguem ver nada além do seu umbigo e portanto tudo q não é ele, nada é, pergunto: onde está a consciência?
Quando vejo que além das igrejas e crentes, os seres humanos não conseguem ser sensíveis e prestativos, deixando tudo ao “Deus dará”, e crendo que o governo, os EUA, o Iraque ou qualquer outro alguém que não eu é o responsável direto pelo que está acontecendo, pergunto: onde está a consciência?
Quando vejo que o apocalipse é pretexto pra que não se faça nada, já que se crê q o q esta acontecendo é o “cumprimento da palavra de Deus” e q como tal, não devo me meter nisso, mas deixar Deus fazer o q tem q ser feito, não entendendo q as implicações do apocalipse, mais do que trazer “promoção espiritual” me levando da Terra pro Céu, vai me trazer à realidade, batendo a minha porta todos os dias, e obrigando-me a colher os pães podres que insisto em lançar nas águas esquecendo q sempre q lanço pão nas águas, acabo tendo-o de volta, pergunto: onde está a consciência?
Quando vejo que o simples fato de ir a templos, me põe quite com Deus, já que indo a templo bato o meu “cartão de pontos celeste” e cumpro toda a minha obrigação eclesiástica, desobrigando-me de ser alguém melhor a cada dia e trazer pra prática o q propõe o evangelho, pergunto: onde está a consciência?
Pode parecer que sou um julgador apontando dedos a todos, mas saiba q mais do q juízo, isso é um clamor… quando faço essas perguntas, faço-as primeira a mim mesmo… como posso ouvir o evangelho e continuar sendo medíocre como sou, achando que a certeza de uma ida pro céu, me extingue de toda atitude responsável e transformadora da realidade que vivo?
Ver o fantastico falando de Santa Catarina, tirou lágrimas dos meus olhos… fiquei pensando em como somos mesquinhos e egoístas, afinal é esse egoísmo cósmico que patrocinou e patrocina as atrocidades q nos trouxeram até aki…
É o egoísmo q nos fez e faz buscar luxo em detrimento do lixo q ele gera… gastar descompromissadamente “nossos” recursos naturais… construir casas em barrancos… destruir a camada de ozônio pra ter um pouco mais de conforto… olhar pro outro e vê-lo como alguém a ser minimamente ignorado, ou até destruído caso entre em meu caminho… ver os miseráveis como “produto” pra ganhar premios com fotografias miseralvelmente belas (ou belamente miseráveis?)… manter a ignorância só pq isso nos possibilita dominar por conhecimento… acreditar em alguma coisa mas negá-la com palavras ou a vida só pq essa mentira nos traz beneficios…
A lista seria imensa e quase infinita… mas a questão é que isto é e tudo o q é, é
Isto posto, não adianta mais reclamar ou chorar… não adianta suplicar uma intervenção divina, afinal, quando pudemos contar com o auxílio divino na história, sempre preferimos ignorá-lo, e isso vai desde a busca de Israel por um rei de carne e osso até o desprezo com que trataram Jesus, a representação humana de Deus, o Verbo entre os homens.
Nos resta encarar a realidade e crer que se não pararmos agora, e mais do q parar, buscar conversão do caminho diabólico de semeadura de morte como disse o Ariovaldo, não restará mais nada… e hoje, não estamos falando isso pras próximas gerações… nós ja estamos experimentando na pele as mazelas e doenças geradas pelas nossas atitudes até hoje.
Sempre lemos II Crônicas 7:14 – “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.”
A minha leitura desse texto pra o nosso tempo é q o povo de Deus, como pertencentes ao Deus do amor, deve ser protagonista da mudança… devemos ser os “atores principais”, as peças-chave para gerar transformação… afinal, ser povo de Deus, corresponde diretamente a ser cheio de amor, pq como diz João em uma de suas cartas, quem não ama não conhece a Deus, pq Ele é amor… e amor, mais que palavra, é atitude geradora de mudança.
Além disso, entendo q buscar a Deus e orar sem ter conversão de maus caminhos é perda de tempo e hipocrisia… e conversão é mudança… Deus não fala sobre parar o q se esta fazendo errado, mas além de deixar as atitudes erradas, adotar atitudes corretas e benéficas… essa conversão é q nos possibilita o perdão e a semeadura da mudança, pq tenha certeza, na construção de um novo cenário de Terra sarada, mais do que a intervenção divina, é a atitude dos “convertidos” é que será o remédio curador das circunstâncias.
Apelo pra que nosso contato com o evangelho nos transforme nesse “enfermeiros da Terra” que sobre as ordens do “Médico Chefe”, plantaremos a mudança senão em tudo, pelo menos na terra que chamamos de nossa…
A benção não é cura total, mas ser terra sarada em meio ao Caos estabelecido… ser um ponto de luz e mudança em meio a confusão… ser sal (diferenciador) em meio ao egoísmo padrão.
Mas isso vale só pra os que tem consciência…espero que você seja um deles…
por Thiago Santos